GUIA DE VIAGEM PARA UM PASSEIO CULTURAL E HISTÓRICO PELA GRÉCIA ANTIGA - ATENAS
(Roteiro de 3 Dias)
Europerfusion, um congresso europeu de perfusinistas que se realiza uma vez por ano em outubro e este ano foi na Grécia, em Atenas. Dos perfusionistas do hospital onde trabalho, fui escolhida para estar presente nesta reunião e partilha de conhecimentos e o Homem, aproveitou para ir comigo ver algumas sessões, que ele vibra como se fosse a área dele e aproveitarmos algum tempo para conhecer a capital da Grécia.
Atenas, rodeada por três montanhas e localizada a 10 km do porto de Pireu, um dos mais importantes portos de mercadorias do mundo e de cruzeiros do Mediterrâneo. Atenas é uma das cidades mais antigas do mundo, o centro da Grécia Antiga, considerada o berço da democracia, da filosofia, do teatro e que atrai milhares de turistas de todo o mundo, pela sua oferta turística, gastronomia, história, cultura e nomes imponentes de monumentos que se encontram na Acrópole e de grandes pensadores, como Sócrates ou Platão.
 |
| Teatro de Dionisío |
O nome Atenas vem da deusa Atena, protetora da cidade. Um dos marcos mais importantes da cidade, é a Acrópole construída no séc V a.c, na Idade do Ouro. No séc XIX, houve a independência da Grécia, em 1830 e Atenas, tornou-se a capital do país.
Quando ir?
É uma cidade que não é muito grande, mas com muito para ver e explorar nas pequenas e sinuosas ruelas, ou deambular pelas ruínas antigas que se misturam com a vida moderna.
Cada história é uma história, cada pessoa é uma pessoa, seja qual for o número de dias que decidir, ou a forma como o vai percorrer, será uma experiência sensorial extraordinária, cujas memórias dificilmente o tempo apagará.
A melhor altura para fazer uma viagem deste género é na Primavera ou no Outono, pois o clima é mais ameno, os dias ainda têm uma duração significativa e os preços dos hoteis são mais baratos. No inverno, os dias são mais curtos, frios e chuvosos, enquanto que no verão, é exactamente o oposto, dias muito quentes, sufocantes e preços muito elevados de restauração e hotelaria.
Alojamento
Sugestões para alojamento são imensas e nós normalmente nas nossas viagens só marcamos alojamento no próprio dia, mas nesta viagem foi diferente porque eu fui a um congresso e já tinha alojamento escolhido. Ficamos no Amalia Hotel, com uma localização muito central, muito próximo do Parlamento, na praça Syntagma, onde o metro se encontra a cerca de 200 metros, com quartos duplos, espaçosos e confortáveis e com um excelente pequeno almoço buffet. Em frente ao hotel encontra-se um dos parques mais importantes da cidade, o Jardim Nacional, com vários acessos a zonas centrais e emblemáticas da cidade e que os atenienses utilizam de forma lúdica.
Como ir do Aeroporto para o centro da cidade
O aeroporto localiza-se a aproximadamente 20 km do centro da cidade e a melhor forma de se deslocar é de metro (linha 3- azul), uma viagem de cerca de 40 minutos, com um custo de 10€ por bilhete e com uma validade de 90 minutos. O metro funciona das 6:30 às 23:30. Também pode ir de autocarro expresso (X95), com viagens durante 24 horas, todos os dias e com um custo de 6€ por bilhete, mas muito mais moroso.
 |
| Vista de Atenas |
Gastronomia
 |
| Moussaka |
A comida é mediterrânea, baseada em azeite de oliva, tomate, legumes, ervas, peixe e queijo. Os pratos típicos são: moussaka (tipo lasanha com beringela e carne picada), souvlaki (espetadas de carne), gyros (carne assada servida no pão pita com tomate, cebola e um molho tzatziki), pastisio (massa com carne e molho branco), salada grega (tomate, pepino, cebola, azeitonas e queijo feta).
As sobremesas tradídicionais são: baklava (massa folhada com mel e nozes), loukoumades (bolinhas fritas com mel) e gelaktoboureko (doce de creme com calda). Em relação às bebidas, o café grego é bom e forte, tipo o italiano e o ouzo, é uma bebida tradicional com sabor a aniz.
1º Dia - Lisboa - Atenas
Saída de Lisboa durante a noite, perto da uma da manhã, com um atraso no voo de quase 2 horas, com destino Atenas e chegada às 7h da manhã. Deslocamos-nos de metro (linha 3) até à estação Syntagma, que se localiza muito próximo do hotel onde íamos ficar alojados. Depois de deixarmos a mala no quarto, tomamos o pequeno almoço e fomos para o Conservatório de Atenas, onde ia ser realizado o congresso. Vimos algumas sessões bastante interessantes durante a manhã e tendo em conta o cansaço e o sono, decidimos ir visitar a Acrópole da parte da tarde.
Almoçamos na rua, o tradicional gyro de carne de vaca e seguimos para a Acrópole, o monumento mais famoso da Grécia e um marco na arqueologia mais importante e antigo do mundo. Localiza-se no centro da cidade e é um complexo arqueológico construído na Idade do Ouro, sob o governo de Péricles.
Deve comprar os bilhetes antecipadamente no site oficial, Acrópole, principalmente em época alta. A palavra significa cidade alta, por se localizar no topo de uma colina rochosa a 150 metros acima do nível médio das águas do mar, que servia como refúgio defensivo e fortificado da cidade e é aqui que se encontram os templos mais importantes da Grécia Antiga, que escondiam tesouros arquitetónicos como o Erechtheion e o Odeão de Herodes Ático.
 |
| Acrópole |
A melhor forma de se iniciar a visita é pela entrada sudeste, onde as multidões tendem a ser menores. Iniciando a subida para a Acrópole encontra o Odeão de Herodes Ático, construído em 161 d.C. sob as ordens de Tibério Claudio Herodes Ático em lembrança de sua esposa falecida. Localiza-se ao lado do Teatro Dionísio e foi palco para a celebração de audições musicais e onde se realizavam grandes espetáculos, numa construção com muros revestidos de mármore, com assentos de mármore branco para mais de 5000 espetadores, num chão coberto de mosaicos.
Apresentava um palco com mais de 35 metros de largura. O Odeão de Herodes Ático foi reconstruído, por isso é muito parecido ao que foi desfrutado pelos antigos gregos, embora com a notável diferença de que agora não tem teto. A entrada está reservada para representações teatrais e espetáculos musicais. Vale a pena parar por um momento para apreciar a sua estrutura antes de prosseguir.
A subida termina junto à grande entrada para a Acrópole, o Propileu, uma porta monumental, emoldurada por colunas e arquitetura clássica, que nunca foi concluída devido à eclosão da Guerra do Peloponeso em 431 a.C. É através dela, que os visitantes podem aceder ao sítio arqueológico, transportando-os instantaneamente para o tempo da Grécia Antiga. Os visitantes devem passar por esta porta, da mesma maneira que os atenienses faziam na época da Grécia Antiga.
 |
| Propileu |
 |
| Templo de Parthenon |
O Parthenon, é a estrutura icónica da Acrópole, um símbolo da antiga civilização grega e dedicado à deusa Atena. Foi construído na época de Péricles e transformado em mesquita pelo Império Otomano durante o seu governo. Este templo apresenta colunas dóricas e foi construído com mármore pentélico.
Os seus frisos e metopes são exemplares da sua rica decoração escultórica, que conta histórias da mitologia grega e de acontecimentos históricos.
Muito próximo deste templo, encontra-se o Templo de Erechtheion conhecido pelas suas figuras femininas esculpidas, com uma forte ligação à deusa Atena e a Poseidon, que servem de suporte arquitetónico. Diz-se que aqui existe uma oliveira sagrada que foi presenteada pela própria deusa Atena.
 |
| Templo de Erechtheion |
Outro templo que tem vista para o Propileu é o Templo de Atena Nice, que foi construído por Kallikrates. apresentando pormenores na sua construção que realçam os feitos e o poder dos atenienses e celebra Atena como a deusa da vitória.
Para além destes templos mais importantes, encontram-se várias ruínas antigas, incluindo vestígios de um palácio micénico. Todo este conjunto de pedras e ruínas, contam uma história sobre o berço da democracia e da filosofia e transportam-nos para a Grécia Antiga, fornecendo-nos uma visão profunda da história da Grécia e da sua civilização ocidental.
 |
| Acrópole |
Por fim, ainda pode visitar o Museu da Acrópole, onde estão preservadas muitas das esculturas e artefactos originais. O acesso ao museu por vezes está incluído no bilhete combinado e serve como uma conclusão perfeita para a experiência da Acrópole, o que não foi o nosso caso, porque não estava incluído no nosso bilhete e por essa razão, não visitamos o museu.
Saindo da Acrópole, perdemos algum tempo a caminhar pelas ruelas pitorescas da cidade, recheadas de comercio local e que nos fazem reviver os souks marroquinos, de forma a visitarmos dois dos bairros mais típicos e históricos, Monastiraki e Plaka, que conservam o encanto de uma Grécia tradicional.
Plaka é um bairro labiríntico que serpenteia à volta dos lados norte e leste da Acrópole. As ruas estreitas deste bairro, a arquitetura neoclássica e as animadas tabernas evocam a atmosfera da velha Atenas, tornando-o um local encantador para os visitantes passearem e jantarem, onde a oferta gastronómica é enorme, com restaurantes com mesas nas ruas, ou tabernas tradicionais. Na praça Mitropóleos, existe a Catedral da Anunciação, uma igreja de arquitetura neoclásica.
 |
| Plaka |
Monastiraki é um bairro turístico, cheio de lojas comerciais, restaurantes, cafés, onde é possível provar a gastronomia tradicional grega, conhecido por atrações turísticas icónicas, como a Ágora de Atenas e a Biblioteca de Adriano, mas sobretudo pela sua feira da ladra de domingo na Praça Monastiraki.
 |
| Praça Monastiraki |
Biblioteca de Adriano foi construída em 132 d.C. e era um edifício criado para abrigar a vasta coleção de livros do imperador Adriano.
 |
| Biblioteca de Adriano |
 |
| Ágora de Atenas |
A Ágora de Atenas, outrora o coração da vida pública em Atenas, situa-se a noroeste da Acrópole. Uma antiga praça pública, onde os atenienses se reuniam para actividades sociais, políticas e comerciais, onde também existem alguns templos sagrados dedicados aos deuses olímpicos.
A entrada é paga e nós não visitamos, mas se tiver interesse em explorar este espaço, pode encontrar o bem preservado Hephaisteion ou Templo de Hefesto, que oferece uma visão da vida cívica da antiga Atenas. Os restantes edificios não se encontram em bom estado de conservação.
A sudeste da Acrópole ergue-se o impressionante Templo de Zeus Olímpico. Este monumento foi um dos maiores templos do mundo antigo, dedicado ao rei dos deuses do Olimpo. As suas colunas remanescentes são uma recordação impressionante da escala e ambição da arquitetura grega.
Fomos visitar o Mercado Central de Atenas, conhecido por Varvakios, em homenagem a um dos heróis nacionais da Grécia. Localiza-se próximo do bairro Psiri e encontra-se aberto desde 1886. É um mercado com comércio local, frequentado pelos atenienses e que nada tem de turístico.
Fomos visitar uma zona bastante pitoresca da cidade, o bairro Psiri, onde prevalece a arte urbana, um bairro alternativo, boémio, vandalizado com grafitis e que ao escurecer, pode tornar-se uma zona perigosa da cidade.
Era um antigo bairro industrial, que hoje alberga uma grande concentração de cafés, bares e alguns espaços com musica ao vivo.
Por último, fomos deambular por Anafiotika, que significa a pequena anafi, um pequenino bairro na zona mais alta de Plaka, onde encontramos carreiros, com vasos com flores pendurados nas janelas e que fazem lembrar as ilhas cíclades em Atenas.
É impossível resistir ao charme de passear por estas ruelas e apreciar as vistas sobre o bairro de Plaka e Monasteriki. As casas foram construídas no séc XIX, por um pedreiro de origem de uma das ilhas Ciclades e talvez por essa razão as ruelas são idênticas às dessas ilhas. As ruas são tão estreitas e longinquas, que nos chegamos a interrogar como é que os habitantes desta zona da cidade, conseguem levar para casa compras, móveis e eletrodomésticos.
Jantamos num restaurante bastante agradável, muito próximo do hotel. Optamos por gastronomia tradicional grega, uma moussaka para mim e para o Homem um souvlaki, uma espetada de carne de vaca.
2º Dia - Conservatório de Atenas, Monte Licabeto
Depois de um excelente pequeno almoço buffet no hotel Amália, dirigimos-nos para o conservatório de Atenas, onde se realiza o congresso de perfusão. Foi um dia muito produtivo cientificamente e socialmente, com a possibilidade de encontrar e conversar com colegas de trabalho de outros centros cirúrgicos.
 |
| Vista do Monte Licabeto |
Com o término do congresso, pelas 16 horas, o Homem decidiu caminhar até ao Monte Licabeto, onde dizem que o por-do-sol é lindíssimo. É o ponto mais alto desta cidade, a 277 metros acima do nível médio das águas do mar e a subida pode ser feita a pé ou de funicular, que se encontra entre a Rua Aristippou e a Rua Ploutarchou, próximo da estação de metro Evangelismos (linha 3 – azul).
Funciona todos os dias, das 9h às 2h30 e o valor do bilhete é 10€ ida e volta ou 7€ só a subida, que foi o que eu fiz. O Homem optou por caminhar e subir uma centena de degraus. É aqui que pode desfrutar das melhores vistas sobre Atenas.
No topo da colina, pode encontrar um restaurante com esplanada e uma vista soberba sobre a cidade, uma pequena capela do séc XIX, dedicada a São Jorge, o teatro Lycabettos, um bonito espaço artístico com várias apresentações, especialmente no verão e um miradouro com vista panorâmica sobre a Acrópole.
 |
| Monte Licabeto |
Ao entardecer, este miradouro enche-se de visitantes, sendo um dos melhores locais para contemplar o por-do-sol sobre a Acrópole de Atenas. Nós optamos por descer um pouco mais e contemplar o por-do-sol de outra esplanada mais abaixo e na nossa opinião mais agradável, menos turística e mais procurada por atenienses.
Com o dia a chegar ao fim, fomos jantar perto do bairro de Plaka, numa taberna tradicional, onde escolhemos uma grelhada mista acompanhada de um vinho tinto da região. Foi um final de noite muito agradável.
A culinária grega é bastante parecida com a nossa, com bastantes grelhados e a forma como os gregos aproveitam as ruelas e as escadarias da cidade é fantástica, tudo serve para colocar uma mesa com cadeiras, ou num degrau de escadas, uma almofada com uma pequena mesa de paletes para tomar um café, que na Grécia até é bastante bom, ou beber um ouzo, uma bebida tradicional grega, à base de anis e muito apreciada pelos turistas.
Tudo isto, acompanhado de música e dança, que pode ser vivida e aproveitada em algumas tabernas desta zona da cidade.
3º Dia - Atenas
Último dia na cidade de Atenas e depois do pequeno almoço, o Homem tinha programado irmos ver o render da guarda, que existe todos os dias às 11h, no Parlamento, na praça Syntagma, mas que ao domingo tem um encanto diferente.
 |
| Parlamento Helénico na Praça Syntagma |
A Praça Syntagma é considerada o epicentro de Atenas, onde se reúne o centro geográfico, político, social, cultural e também é um ponto de encontro dos habitantes locais, tanto de dia como de noite, tornando-se um do locais mais emblemáticos e interessantes a visitar em Atenas. Aqui conseguimos ter a noção do espírito e da vida dos atenienses.
 |
| Arco de Adriano |
Ainda era cedo e fomos caminhar um pouco pela cidade, até ao Arco de Adriano, um portão monumental que atravessava uma antiga estrada do centro de Atenas até ao complexo de estruturas no lado este da cidade, onde se localiza o Templo de Zeus Olímpico, que se paga e nós não chegamos a visitar.
Este templo, também conhecido por Olimpeu, localiza-se muito próximo da Acrópole, a cerca de 500 metros, foi construído no séc VI a.C., mas apenas foi concluído no séc II d.C. Foi um dos maiores templos gregos, com 104 colunas coríntias com mais de 17 metros de altura.
Na nossa opinião, nem o Arco de Adriano, nem o Olimpeu, nos pareceram lugares obrigatórios e interessantes a visitar em Atenas, mas se estiver lá perto e tiver tempo, ou gosto por história e arqueologia, vale sempre a pena uma passagem por essa zona da cidade, nem que seja para tirar uma fotografia.
 |
| Templo de Zeus Olímpico |
Pelas 10h30 dirigimos-nos para a Praça Syntagma para ver o render da guarda. Já estava imensa gente nas ruas, o que aconselho a irem cedo para encontrarem um bom spot para conseguirem ter a melhor visão. Não é uma experiência maravilhosa, mas vale sempre a pena ver, numa primeira visita à cidade de Atenas. Na nossa opinião, a troca da guarda, vale exclusivamente por isso mesmo, pela curiosidade. Os movimentos dos guardas são teatralizados, sincronizados, feitos muito devagar, quase como se estivessem a movimentar-se em câmara lenta. O mais interessante é a forma como se encontram vestidos, principalmente os sapatos, que são enormes, engraçados e fazem barulho, quando os guardas batem com os pés no chão.
 |
| Render da Guarda no Parlamento |
Estava na altura de regressarmos a casa, deslocamos-nos ao hotel para ir buscar a nossa bagagem e seguimos de metro para o aeroporto. De regresso a casa, o senhor que se encontrava sentado ao meu lado no avião, tinha participado no mesmo congresso que eu, era perfusionista em Badajoz e mantivemos uma conversa muita agradável sobre o congresso e experiência profissional.
Mais uma viagem, mais uma aventura, mais um caminho arrufado, desta vez um pouco diferente, porque fui em trabalho, mas que não nos impediu de passear pelas ruas de Atenas e conhecer um pouco da história, da cultura e da gastronomia desta cidade muito peculiar.
Uma cidade onde a história milenar e a modernidade se entrelaçam de uma forma fascinante.
Uma cidade que não é para todos e que não foi para nós, aquela que mais nos marcou, mas que sem dúvida será sempre uma viagem inesquecível, onde sentimos sempre presente a cultura grega.
"VIAJAR! PERDER PAÍSES!
Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!
Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.
Sem comentários:
Enviar um comentário